Foto: Divulgação/Prefeitura CG
O futuro do transporte coletivo de Campo Grande pode passar por mudanças significativas. Um relatório elaborado por comissão instituída pela Prefeitura recomendou a intervenção no contrato do Consórcio Guaicurus, responsável pela operação dos ônibus urbanos da Capital.
A recomendação foi encaminhada à prefeita Adriane Lopes após meses de análises sobre a prestação do serviço. O documento aponta uma série de problemas considerados graves, incluindo descumprimento de horários, omissão de viagens, envelhecimento da frota e aumento das reprovações em inspeções de segurança.
Segundo informações divulgadas pela administração municipal, milhares de registros de irregularidades foram identificados ao longo dos últimos anos. Além das questões operacionais, o relatório também destaca o elevado número de reclamações feitas por usuários que dependem diariamente do transporte público.
Diante do cenário apresentado, a comissão concluiu que a intervenção seria uma alternativa para garantir maior fiscalização e buscar melhorias na qualidade do serviço oferecido à população.
A prefeita Adriane Lopes afirmou recentemente que avalia o relatório e os possíveis impactos da medida. Segundo ela, caso não haja avanços concretos por parte da concessionária, a intervenção surge como uma das opções para enfrentar os problemas apontados.
Enquanto a decisão final não é anunciada, o Consórcio Guaicurus informou que acompanha o andamento das discussões e que continua prestando o serviço normalmente. A empresa também defende que tem realizado investimentos e ações para atender às exigências do contrato.
Se a intervenção for confirmada, a Prefeitura poderá designar um interventor para acompanhar diretamente a gestão do sistema durante período determinado. A medida não significa a interrupção das atividades, e os ônibus continuariam circulando normalmente durante o processo.
O caso é acompanhado com atenção por usuários, entidades e órgãos de fiscalização, já que o transporte coletivo é um dos serviços públicos mais utilizados na Capital. A expectativa agora é pela decisão do Executivo municipal, que poderá definir os próximos passos da concessão e do futuro da mobilidade urbana em Campo Grande.
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