Foto: Divulgação
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, afirmou nesta quinta-feira (18), que o Estado não tolerará atos de desordem e defendeu a atuação das forças de segurança após a ação policial realizada em uma área ocupada por indígenas em Amambai.
"Estamos cumprindo a lei. Depredação, furto, roubo e crime são crimes, não interessa quem os pratique. Não há um palmo de terra em Mato Grosso do Sul onde o Estado não possa estar presente, garantindo a ordem", declarou o governador.
A manifestação ocorre após famílias Kaiowá e Guarani denunciarem uma operação da Polícia Militar na Fazenda Limoeiro, área reivindicada pelos indígenas como parte do Tekoha Tapy Kora. Segundo relatos, equipes policiais estiveram no local na tarde de quarta-feira para cumprir uma ação de despejo.
De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), mais de dez viaturas da Polícia Militar, incluindo equipes do Batalhão de Choque, participaram da operação. A entidade afirma que houve disparo de bombas e tiros, provocando correria entre os moradores da área.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram a movimentação policial dentro do território. Apesar da tensão, as famílias permaneceram no local. O Cimi informou ainda que a Força Nacional acompanha as negociações entre indígenas, produtores rurais e forças de segurança.
A Fazenda Limoeiro integra a área da Terra Indígena Iguatemipeguá II, em Amambai. Segundo o Cimi, o processo de identificação e delimitação do território está em estudo desde 2008, conforme previsto em portaria da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
Conflitos na região já haviam sido registrados anteriormente. Em abril deste ano, indígenas e agentes de segurança entraram em confronto durante outra ação na mesma área, resultando na prisão de cinco indígenas.
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