Foto: Ilustração
A inflação oficial do país desacelerou para 0,16% em junho, impulsionada principalmente pela queda nos preços dos alimentos. O resultado é o menor registrado desde outubro de 2025 e representa o quarto mês consecutivo de redução no ritmo da inflação, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com o resultado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula 3,36% no primeiro semestre e 4,64% nos últimos 12 meses. Embora o índice continue acima da meta central de inflação do governo, de 3%, permanece dentro do intervalo de tolerância, que vai de 1,5% a 4,5%.
O grupo Alimentação e Bebidas registrou queda de 0,24%, a primeira deflação desde novembro de 2025. A alimentação consumida em casa ficou, em média, 0,39% mais barata, influenciada pela maior oferta de alguns produtos e pela devolução de altas registradas nos meses anteriores.
Os principais recuos foram registrados no café moído (-3,72%), frutas (-1,58%), carnes (-0,64%), tomate (-2,02%) e óleo de soja (-2,78%).
Segundo o analista do IBGE, Fernando Gonçalves, a redução dos preços dos alimentos indica uma tendência de acomodação do mercado.
"O recuo dos preços dos alimentícios mostra uma tendência e representa a devolução de altas recentes e maior oferta de alguns produtos, como o tomate", explicou.
Apesar da desaceleração da inflação, alguns grupos continuaram pressionando o índice. O setor de Habitação teve a maior alta do mês, com avanço de 0,63%, puxado principalmente pelo aumento de 1,53% na energia elétrica, reflexo da manutenção da bandeira tarifária amarela e de reajustes em distribuidoras de diferentes estados.
No grupo Transportes, as passagens aéreas subiram 7,12%, enquanto os combustíveis ficaram mais baratos. O etanol recuou 3,09%, o diesel caiu 1,19% e a gasolina teve redução de 0,12%.
O levantamento também mostrou que 54% dos produtos e serviços pesquisados apresentaram aumento de preços, o menor índice de difusão desde outubro de 2025, indicando que a inflação está menos disseminada entre os diferentes itens da economia.
Agência Brasil
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