A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a Operação Descarrilho, destinada a investigar a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas e homicídios registrados em Batayporã.
A operação envolve o cumprimento de seis mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão domiciliar nos municípios de Batayporã, Nova Andradina e Bataguassu.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações estão relacionadas aos homicídios ocorridos em Batayporã nos dias 29 de setembro e 5 de outubro deste ano.
A principal linha investigativa apura a possível participação de integrantes de um grupo criminoso ligado ao tráfico de entorpecentes na execução dos crimes.
Investigação e mandados judiciais
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Única da Comarca de Batayporã, após representação da autoridade policial fundamentada em elementos reunidos durante as investigações.
O trabalho contou com levantamentos realizados pela Delegacia de Batayporã e pelo Núcleo Regional de Inteligência de Nova Andradina.
A investigação busca identificar os possíveis executores, participantes e mandantes dos homicídios.
Também está prevista a apreensão de armas de fogo, aparelhos celulares e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
Operação mobiliza diversas unidades policiais
A ação reúne equipes de diferentes unidades especializadas da Polícia Civil, incluindo o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garras), a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) e o Departamento de Operações de Fronteira (Defron).
Também participam policiais de delegacias da região, equipes da Força Tática do 8º Batalhão da Polícia Militar e apoio aéreo da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública.
A mobilização demonstra a dimensão da investigação e a necessidade de atuação conjunta para apurar crimes violentos.
Próximos passos
Segundo a Polícia Civil, o nome Descarrilho faz referência ao objetivo de interromper a escalada de violência atribuída ao grupo investigado.
As diligências seguem em andamento, e parte das informações permanece sob sigilo para preservar a investigação.
O balanço definitivo, incluindo o número de pessoas efetivamente presas e os materiais apreendidos, será divulgado após a conclusão dos trabalhos.
Os investigados têm direito à presunção de inocência, e a responsabilidade criminal deverá ser apurada pelas autoridades competentes.
FONTE: Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
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