Foto: Reuters
Os preços internacionais do petróleo voltaram a subir nesta quinta-feira (23), e ultrapassaram a marca de US$ 100 por barril, atingindo o maior patamar dos últimos dois meses. A alta é impulsionada pela intensificação dos conflitos no Oriente Médio, que aumenta as preocupações do mercado com possíveis impactos no fornecimento global da commodity.
Por volta das 14h15 (horário de Brasília), o barril do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, era negociado a US$ 100,87, com valorização de 7,2%. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, subia 6,5%, cotado a US$ 92,52.
Esta foi a quinta sessão consecutiva de alta nos preços, refletindo a crescente instabilidade na região, responsável por uma parcela significativa da produção e do transporte mundial de petróleo.
O cenário se agravou após rebeldes houthis, aliados do Irã, afirmarem ter atacado dois petroleiros sauditas como parte de um bloqueio naval contra a Arábia Saudita. O episódio elevou o temor de novas interrupções nas rotas de exportação, somando-se às tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais vias de escoamento de petróleo do mundo.
Ao mesmo tempo, os Estados Unidos mantiveram as operações militares contra o Irã. Segundo o Comando Central das Forças Armadas americanas (CENTCOM), foi concluída a 12ª noite consecutiva de ataques a instalações militares iranianas, incluindo depósitos de mísseis, drones, sistemas de defesa aérea e estruturas marítimas.
O aumento das tensões geopolíticas reforça a preocupação dos investidores com possíveis interrupções na cadeia global de abastecimento, fator que costuma pressionar os preços do petróleo e pode gerar reflexos nos custos de combustíveis e em outros setores da economia mundial.
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