Foto: Divulgação
A Petrobras confirmou nesta segunda-feira (17) a presença de petróleo no poço Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. A área fica a aproximadamente 175 quilômetros da costa e está em uma região da chamada Margem Equatorial.
A confirmação foi anunciada pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante uma agenda em Oiapoque, que contou também com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes do governo.
Na última sexta-feira (14), a estatal havia informado a identificação de hidrocarbonetos no mesmo poço. Naquele momento, ainda eram necessários novos procedimentos para confirmar se o reservatório continha petróleo ou gás natural.
Agora, com a confirmação do petróleo, começa uma nova etapa da exploração. A Petrobras ainda precisa concluir a perfuração e realizar estudos para determinar o tamanho do reservatório e avaliar se a produção comercial será viável.
Segundo a empresa, ainda restam cerca de mil metros de perfuração, trabalho que deve levar entre 15 e 20 dias. A operação tem custo estimado em aproximadamente um milhão de dólares por dia e, até o momento, os investimentos já chegaram a cerca de 300 milhões de dólares.
A Petrobras também pretende ampliar a exploração na região. A companhia solicitou ao Ibama autorização ambiental para perfurar outros três poços e afirma que possui mais cinco pontos previstos dentro do atual planejamento exploratório.
O presidente Lula visitou a estrutura utilizada na perfuração e destacou a importância da descoberta para a exploração de petróleo no país. Ele comparou a notícia à descoberta do pré-sal, anunciada durante seu segundo mandato, em 2007.
A exploração na Margem Equatorial, no entanto, ocorre em meio a discussões ambientais e ao processo de licenciamento conduzido pelo Ibama. Em janeiro deste ano, houve um vazamento de 18,44 metros cúbicos de fluido de perfuração na região. Pelo episódio, o órgão ambiental aplicou uma multa de 2,5 milhões de reais à Petrobras.
A estatal afirma que as exigências ambientais determinadas pelo Ibama estão sendo incorporadas aos novos projetos. Entre os equipamentos de segurança utilizados está o BOP, sistema instalado no fundo do mar que permite controlar o poço e interromper a operação em situações de emergência.
A Petrobras também informou que mantém um Plano de Emergência Individual para orientar ações de resposta e proteção ambiental caso ocorra algum incidente durante as atividades.
Apesar da confirmação do petróleo, a quantidade existente no local ainda não foi definida. Essa avaliação será feita nas próximas etapas da campanha exploratória e será fundamental para determinar o potencial econômico da descoberta.
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