Pecuaristas de Mato Grosso do Sul devem vacinar rebanho contra brucelose até dezembro

Imunização é obrigatória para fêmeas bovinas e bubalinas de três a oito meses e precisa ser registrada no sistema da Iagro

Pecuaristas de Mato Grosso do Sul devem vacinar rebanho contra brucelose até dezembro

Foto: Bruno Rezende

Pecuaristas de Mato Grosso do Sul devem realizar a vacinação contra a brucelose no rebanho durante a segunda etapa da campanha estadual de imunização. A ação começou no dia 1º de julho e segue até 31 de dezembro de 2026, conforme determinação da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro).

A vacinação é obrigatória para todas as fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses e é considerada uma das principais medidas para prevenir e controlar a doença, que causa prejuízos à produção pecuária e também representa risco à saúde humana.

A brucelose é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida dos animais para as pessoas. Nos rebanhos, a enfermidade pode provocar abortos, partos prematuros, problemas reprodutivos e infertilidade, afetando diretamente a produtividade das propriedades rurais.

Nos seres humanos, a contaminação ocorre principalmente pelo consumo de leite cru, derivados sem pasteurização ou carne de animais infectados. Entre os sintomas estão febre, dores nas articulações e possíveis complicações de longo prazo.

A aplicação da vacina deve ser feita por um médico veterinário cadastrado na Iagro ou por vacinador autorizado, sempre com acompanhamento técnico. Os animais precisam receber a marcação oficial conforme o tipo de vacina utilizada, B19 ou RB51, garantindo o controle sanitário.

Após a imunização, o produtor deve registrar a vacinação no sistema e-Saniagro até 31 de dezembro de 2026. O lançamento do atestado é obrigatório e, sem o registro, a vacinação não será considerada válida para fins sanitários.

A Iagro alerta que o descumprimento das regras pode resultar em multas, autuações, restrições no trânsito de animais e prejuízos econômicos ao produtor.

O órgão reforça que a vacinação contribui para a proteção do rebanho, a segurança dos alimentos e a preservação da saúde da população. Em caso de dúvidas, os produtores devem procurar a unidade local da Iagro mais próxima.



Maria Pereira

Maria Pereira

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