Foto: MPMS
A Operação Gutenberg, que investiga um suposto esquema de fraudes em contratos públicos em Mato Grosso do Sul, teve novos desdobramentos nesta terça-feira (14). Segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), os investigados utilizavam o nome de deputados estaduais para conseguir acesso a prefeitos e secretários municipais e dar credibilidade às negociações envolvendo a venda de livros paradidáticos e outros contratos.
Outro avanço nas investigações foi a apresentação espontânea do empresário Giovanni Paroschi Jafar à Polícia Civil, em Campo Grande. Ele era um dos dois investigados considerados foragidos desde o início da operação e passou a cumprir prisão preventiva determinada pela Justiça. Com isso, apenas um alvo segue sem ser localizado.
De acordo com o Gaeco, o grupo é suspeito de movimentar aproximadamente R$ 27 milhões em recursos públicos. As investigações apontam que parte do dinheiro era transferida rapidamente por meio de operações via Pix e saques em espécie, estratégia que, segundo os investigadores, buscava dificultar o rastreamento dos valores.
Na primeira fase da operação, foram cumpridos 14 mandados de prisão. Também foram apreendidos cerca de R$ 3 milhões em cheques e registradas três prisões em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
As apurações envolvem municípios de Mato Grosso do Sul e têm desdobramentos em São Paulo e Goiás. O material recolhido durante a operação, incluindo celulares, computadores e documentos, segue em análise.
O Ministério Público Estadual informou que não descarta a identificação de novos envolvidos e o oferecimento de denúncias criminais à Justiça conforme o avanço das investigações. A Operação Gutenberg é considerada uma das maiores ações recentes de combate a fraudes em contratos públicos no Estado.
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