Foto: Divulgação
A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), elevou para 95% a probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026. A estimativa representa um aumento em relação à previsão anterior, que apontava 81% de chance.
Para o período entre novembro e janeiro, a agência calcula 90% de probabilidade de o fenômeno permanecer muito intenso. As projeções também indicam 69% de possibilidade de o episódio ficar entre os mais fortes registrados desde 1950.
O aumento da previsão ocorre em meio ao rápido aquecimento das águas do Pacífico Equatorial. Na região conhecida como Niño 3.4, uma das principais áreas utilizadas pelos meteorologistas para acompanhar o fenômeno, a temperatura passou de 1,2°C para 1,8°C acima da média em aproximadamente um mês.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial e pode alterar os padrões de chuva e temperatura em diversas partes do planeta.
Impactos previstos para o Brasil
Os efeitos do fenômeno variam de acordo com a região brasileira. Historicamente, o Sul tende a registrar aumento das chuvas, o que pode elevar o risco de temporais, enchentes e outros eventos extremos.
No Norte e em parte do Nordeste, o El Niño costuma favorecer a redução das precipitações e pode intensificar períodos de seca.
Já no Centro-Oeste e no Sudeste, os efeitos podem ser mais irregulares. Entre as possibilidades estão períodos de calor mais frequentes, chuvas mal distribuídas e alterações na atuação das frentes frias.
O fenômeno também costuma contribuir para o aumento da temperatura média global.
A NOAA continuará acompanhando a evolução das condições do Pacífico para atualizar as projeções nos próximos meses.
Com informações site G1
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