Os países do mundo ainda enfrentam dificuldades para cumprir os compromissos internacionais de proteção da biodiversidade, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (16), antes de uma nova conferência das Nações Unidas sobre o tema.
A avaliação chama atenção para a distância entre as metas estabelecidas e os resultados alcançados na conservação de ecossistemas terrestres e marinhos.
O assunto será discutido durante a COP17 da Biodiversidade, prevista para ocorrer em Yerevan, na Armênia.
O compromisso de proteger 30%
Em 2022, durante uma conferência realizada em Montreal, os países participantes estabeleceram o compromisso de proteger 30% das áreas terrestres e marinhas até 2030.
A meta ficou conhecida internacionalmente como 30x30.
O objetivo é reduzir a perda de biodiversidade e preservar ambientes essenciais para o equilíbrio ecológico.
Entretanto, os resultados apresentados indicam que o avanço ainda é insuficiente para garantir o cumprimento do compromisso dentro do prazo.
Quanto falta avançar?
Segundo informações reunidas pela Associated Press, os dados indicam que aproximadamente 26% das terras e 12% das áreas marinhas estão no caminho para alcançar proteção.
A diferença demonstra que a conservação dos oceanos continua entre os maiores desafios.
A criação de áreas protegidas envolve decisões políticas, recursos financeiros, fiscalização e participação de comunidades locais.
Financiamento insuficiente
Outro ponto de preocupação é a disponibilidade de recursos para financiar a proteção ambiental.
A meta internacional prevê a mobilização de aproximadamente US$ 200 bilhões por ano para ações relacionadas à biodiversidade.
Entretanto, o financiamento atual permanece abaixo do valor necessário.
A redução da ajuda internacional também pode dificultar a implementação de projetos em países em desenvolvimento.
Importância para o Brasil
O Brasil possui ecossistemas de relevância mundial, como Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Caatinga e Pampa.
A conservação dessas áreas influencia a biodiversidade, a disponibilidade de água e a capacidade de resposta às mudanças climáticas.
Em Mato Grosso do Sul, o Pantanal ocupa papel de destaque nas discussões ambientais.
A preservação depende de fiscalização, pesquisa científica e políticas voltadas ao uso sustentável dos recursos naturais.
Expectativas para a conferência
A COP17 deverá discutir financiamento, cumprimento das metas e novas formas de cooperação internacional.
O desafio será transformar compromissos diplomáticos em medidas efetivas de proteção ambiental.
FONTE: Associated Press
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