Foto: Polícia Civil
As autoridades de Mato Grosso do Sul passaram a adotar um novo protocolo para casos de pessoas desaparecidas. A principal mudança é que familiares não precisam mais aguardar 24 ou 48 horas para registrar o desaparecimento. A comunicação à polícia deve ser feita imediatamente, permitindo o início rápido das buscas.
A medida foi implantada pela Polícia Científica e pela Polícia Civil com o objetivo de padronizar os procedimentos de investigação e aumentar as chances de localização de pessoas desaparecidas, especialmente nas primeiras horas após o sumiço.
Pelo novo protocolo, as informações sobre a pessoa desaparecida serão reunidas em um cadastro unificado. Fotografias recentes, características físicas, roupas utilizadas no momento do desaparecimento, locais frequentados e contatos passam a ser registrados de forma padronizada para evitar a perda de dados importantes.
Além das mudanças na investigação, o procedimento prevê atendimento mais humanizado aos familiares. As equipes responsáveis devem oferecer acolhimento, privacidade e orientações sobre as etapas da busca.
Outra novidade é a regulamentação da coleta de material genético de parentes para inclusão no Banco Nacional de Perfis Genéticos. A medida pode auxiliar na identificação de pessoas desaparecidas em casos de longa duração.
O protocolo também estabelece a instauração imediata do Procedimento de Investigação de Pessoa Desaparecida (PIPD), com prioridade para ocorrências envolvendo crianças, adolescentes, idosos e outras pessoas em situação de vulnerabilidade. Dependendo do caso, alertas emergenciais poderão ser acionados para ampliar o alcance das buscas.
Segundo as autoridades, a padronização dos procedimentos busca tornar as investigações mais rápidas, eficientes e integradas, fortalecendo a resposta do Estado diante de casos de desaparecimento.
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