Foto: Divulgação
A intervenção da Prefeitura de Campo Grande no Consórcio Guaicurus já revelou uma série de problemas na operação do transporte coletivo da Capital. Entre os principais apontamentos estão uma dívida de aproximadamente R$ 20 milhões de uma das empresas do grupo, frota com veículos antigos, falhas na manutenção preventiva e deficiências na gestão operacional.
As informações foram apresentadas nesta segunda-feira (06) pelos interventores durante reunião na Câmara Municipal. A intervenção, iniciada em 16 de junho, terá duração de 180 dias e prevê auditorias administrativa, financeira, operacional e jurídica para avaliar a execução do contrato de concessão.
Segundo a equipe responsável, os primeiros levantamentos indicam que a maior parte da manutenção da frota ocorre apenas de forma corretiva, comprometendo a eficiência do serviço prestado aos usuários. Também foram constatadas dificuldades operacionais e financeiras que impactam diretamente o funcionamento do sistema.
Nesta fase inicial, o objetivo da intervenção é garantir a continuidade do transporte coletivo enquanto são analisadas as condições da concessão. Ao término dos trabalhos, será elaborado um relatório técnico que servirá de base para a decisão administrativa da Prefeitura sobre o futuro do contrato.
A possibilidade de extinção da concessão ainda permanece em análise. De acordo com os interventores, qualquer decisão dependerá da conclusão das auditorias e da produção de provas que confirmem eventuais descumprimentos contratuais.
O relatório final da intervenção deverá ser concluído em dezembro, enquanto a decisão administrativa está prevista para janeiro de 2027.
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