Ideb mostra avanço na educação brasileira, mas desempenho ainda é desigual entre estados

Médias nacionais cresceram nos anos iniciais, finais e no ensino médio, mas diferenças entre os estados continuam evidentes

Ideb mostra avanço na educação brasileira, mas desempenho ainda é desigual entre estados

Foto: Divulgação

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) apresentou melhora em todas as etapas da rede pública de ensino em relação a 2023, mas os resultados divulgados nesta semana mostram que o avanço ocorre de forma desigual entre os estados brasileiros.

Nos anos iniciais do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano, a média nacional passou de 5,7 para 6,1. Entre o 6º e o 9º ano, o índice subiu de 4,7 para 5. Já no ensino médio, a evolução foi de 4,1 para 4,3.

O Ideb combina as taxas de aprovação dos estudantes com o desempenho nas avaliações de língua portuguesa e matemática aplicadas pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Os resultados dos testes também apresentaram evolução em relação à avaliação anterior.

Entre os estados, Paraná e Ceará aparecem como destaques no ensino fundamental. Segundo análise do Todos Pela Educação, os dois apresentaram crescimento no desempenho do Saeb em ritmo semelhante ao avanço observado na média nacional, indicando melhora também na aprendizagem dos estudantes.

Goiás também se destacou e permaneceu entre os três melhores resultados nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio. O Paraná voltou a liderar o ranking estadual no ensino médio.

Na outra ponta, alguns estados continuam enfrentando dificuldades. Amapá, Sergipe, Bahia, Rio Grande do Norte e Pará estavam entre os cinco piores resultados nos anos iniciais do ensino fundamental na avaliação anterior e permaneceram entre os estados com desempenho mais baixo.

Nos anos finais, Amapá, Sergipe, Bahia e Rio Grande do Norte também continuaram entre os resultados mais baixos, acompanhados por Roraima.

No ensino médio, o Distrito Federal registrou o pior resultado entre as redes estaduais, enquanto o Rio de Janeiro permaneceu entre os três últimos colocados. São Paulo, apesar de apresentar melhora no desempenho dos estudantes em algumas avaliações, perdeu posições na comparação entre os estados.

Os números reforçam a diferença existente entre as redes de ensino e apontam para a necessidade de políticas capazes de ampliar a aprendizagem e reduzir as desigualdades educacionais. Experiências adotadas por estados com melhores resultados podem servir de referência para outras administrações.

O Ideb é calculado periodicamente e permite acompanhar a evolução da educação básica brasileira, combinando indicadores de fluxo escolar e desempenho dos estudantes. Os resultados também ajudam a identificar avanços e desafios enfrentados pelas redes públicas de ensino.

Maria Pereira

Maria Pereira

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Entrar

Não há comentários nesta matéria. Seja o primeiro a comentar!

Antena 1
Antena 1 Campo Grande