O Hemosul Coordenador, em Campo Grande, enfrenta uma das situações mais delicadas dos últimos meses. Os estoques de sangue, principalmente do tipo O, caíram drasticamente e chegaram a apenas 20% da capacidade considerada ideal. Os tipos A negativo e B negativo também estão em níveis críticos, colocando em risco o atendimento de pacientes que dependem de transfusões.
De acordo com a coordenadora do Hemosul, Mayra, a instituição registrou nesta semana um recorde negativo de doações. Em um único dia, foram arrecadadas apenas 39 bolsas de sangue, o menor número já registrado em um dia inteiro de atendimento.
"Os estoques de sangue caíram dramaticamente. O tipo O está com apenas 20% da capacidade, e os tipos A e B negativos também estão muito baixos. Precisamos que a população venha doar sangue. Ontem batemos um recorde negativo de doações de bolsas. Nunca tivemos um dia inteiro com apenas 39 doações", afirmou.
Mayra reforça que o momento exige a mobilização tanto de quem já é doador quanto de quem nunca realizou uma doação. Segundo ela, muitas pessoas em estado grave aguardam por transfusões, e cada bolsa coletada pode salvar até quatro vidas.
"Precisamos de você que já doa e está em tempo hábil para doar novamente. E você que ainda não doa sangue, venha iniciar essa carreira de solidariedade. Estamos aguardando vocês e acreditamos na resposta da sociedade, porque muitos pacientes graves estão esperando por esse sangue. Juntos podemos salvar vidas", destacou.
O Hemosul lembra que a doação é um procedimento rápido, seguro e fundamental para manter o abastecimento dos hospitais de Mato Grosso do Sul. A instituição reforça que a participação da população é essencial para garantir o atendimento de pacientes vítimas de acidentes, cirurgias, tratamentos contra o câncer e outras doenças que necessitam de transfusão.
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