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O governo federal prorrogou até o dia 31 de agosto o prazo de adesão ao Desenrola 2.0, programa que permite a renegociação de dívidas com descontos e condições facilitadas. O anúncio foi feito nesta terça-feira (28) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Segundo o Ministério da Fazenda, o programa já renegociou mais de R$ 22 bilhões em dívidas e contabilizou cerca de 3,6 milhões de renegociações até o fim de junho. Com isso, o saldo devedor caiu de R$ 22 bilhões para aproximadamente R$ 4 bilhões.
A prorrogação permitirá que mais brasileiros regularizem a situação financeira antes de buscar crédito para a compra de veículos, como carros e motocicletas. De acordo com o ministro, quitar pendências por meio do programa pode facilitar o acesso às novas linhas de financiamento.
A medida será oficializada por meio de um ato do governo, com publicação prevista até sexta-feira (31). O Ministério da Fazenda informou ainda que a extensão do prazo não exigirá novos aportes do Fundo Garantidor de Operações (FGO) e não terá impacto adicional nas contas públicas.
Até o momento, mais de 9 milhões de famílias já aderiram ao Desenrola 2.0. A expectativa do governo é alcançar 10 milhões de famílias beneficiadas até o encerramento do programa. Além disso, mais de 1,6 milhão de pessoas optaram pelo pagamento parcelado das dívidas.
Lançado em maio, o Desenrola 2.0 é destinado a brasileiros com renda de até cinco salários mínimos e permite renegociar dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos, incluindo débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
O programa oferece descontos que variam de 30% a 90% sobre o valor das dívidas e juros de até 1,99% ao mês. Também é permitido utilizar recursos do FGTS para quitar os débitos, podendo ser usado até 20% do saldo disponível ou R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor.
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