Gerente da Agesul é alvo de investigação sobre contratos públicos de mais de R$ 100 milhões

Operação Máquinas de Areia apura suspeitas de irregularidades em contratos de locação de máquinas e serviços de infraestrutura em Três Lagoas

Gerente da Agesul é alvo de investigação sobre contratos públicos de mais de R$ 100 milhões

Foto: Divulgação

O gerente de Obras Viárias da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), Adriano Kawahata Barreto, está entre os alvos da Operação Máquinas de Areia, que investiga suspeitas de fraudes em contratos públicos que ultrapassam R$ 100 milhões.

Segundo as informações da investigação, o engenheiro teria participado da articulação de contratações de empresas para a locação de máquinas pesadas sem a realização de uma licitação específica. Os contratos investigados estão relacionados principalmente a serviços de infraestrutura da Prefeitura de Três Lagoas.

Adriano Kawahata Barreto já ocupou cargos públicos no município, incluindo a função de diretor de Infraestrutura e de secretário municipal. Atualmente, ele é gerente de Obras Viárias da Agesul.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores são movimentações financeiras atribuídas ao servidor. De acordo com o Ministério Público, foram identificados 517 depósitos em dinheiro realizados nas contas de Adriano entre 2018 e 2023. As operações somam mais de R$ 762 mil.

Ainda conforme a investigação, a origem dos valores não foi identificada até o momento. O Ministério Público apura se as movimentações podem estar relacionadas ao eventual recebimento de vantagens indevidas. A hipótese, no entanto, ainda está sob investigação e não representa uma conclusão sobre a responsabilidade do servidor.

A Operação Máquinas de Areia cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul e em São Paulo. A ação investiga possíveis irregularidades em contratos de locação de veículos e máquinas pesadas, além de serviços de infraestrutura contratados pela Prefeitura de Três Lagoas.

Os documentos e materiais apreendidos durante a operação deverão ser analisados pelos investigadores para esclarecer a forma como os contratos foram firmados, a movimentação dos recursos e a eventual participação de agentes públicos e empresas no esquema investigado.

A investigação segue em andamento, e os envolvidos são considerados suspeitos até que haja eventual comprovação das acusações pela Justiça.

Maria Pereira

Maria Pereira

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