Foto: Divulgação
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) decidiu recusar a escolta oferecida pela Polícia Federal durante a campanha eleitoral de 2026 e manter exclusivamente a equipe de segurança da Polícia Legislativa do Senado. A decisão gerou questionamentos entre especialistas em segurança pública, que apontam diferenças na estrutura e no alcance dos dois modelos de proteção.
Ao justificar a escolha, Flávio Bolsonaro afirmou que teme a presença de "infiltrados" na equipe da Polícia Federal e defendeu que os agentes sejam direcionados para reforçar as investigações sobre fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS.
Especialistas ouvidos pela CNN destacam que a segurança da Polícia Federal vai além da escolta pessoal. O modelo inclui equipes de inteligência, planejamento de deslocamentos, monitoramento de ameaças, análise de riscos e atuação integrada em diferentes estados do país.
Dependendo da avaliação de segurança, a PF também pode utilizar veículos blindados, sistemas próprios de comunicação, equipamentos contra drones e realizar varreduras nos locais onde os candidatos cumprem agenda.
O presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Edvandir Felix de Paiva, afirmou que a corporação possui estrutura técnica para proteger qualquer candidato, independentemente de posicionamentos políticos. Ele lembrou que a instituição foi responsável pela segurança do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha presidencial de 2022.
O ex-diretor-geral da Polícia Federal Fernando Segóvia também avaliou que a experiência da corporação representa um diferencial, principalmente em campanhas presidenciais, nas quais o monitoramento permanente de ameaças e o planejamento de segurança costumam ser intensificados. Segundo ele, o histórico do atentado sofrido por Jair Bolsonaro em 2018 seria um dos fatores considerados na elaboração do esquema de proteção.
Em nota, Flávio Bolsonaro informou que permanecerá utilizando exclusivamente a segurança da Polícia do Senado Federal, responsável por sua proteção há oito anos. O senador afirmou que a equipe possui treinamento especializado, tecnologia, monitoramento, veículos blindados e formação em inteligência, além de cursos realizados no Brasil e no exterior.
A definição sobre a segurança dos candidatos durante a campanha deve continuar sendo tema de debate ao longo do processo eleitoral, especialmente diante do cenário de polarização política e do aumento das preocupações com a proteção de autoridades e postulantes a cargos públicos.
Com informações CNN Brasil
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