Falsos médicos criados por inteligência artificial espalham orientações de saúde nas redes sociais

Personagens virtuais se apresentam como profissionais e podem induzir usuários a seguir recomendações sem segurança

Falsos médicos criados por inteligência artificial espalham orientações de saúde nas redes sociais

Foto: Ilustração

Um novo tipo de desinformação nas redes sociais está chamando a atenção de entidades médicas: personagens criados por inteligência artificial que se apresentam como médicos e passam a oferecer orientações sobre doenças, medicamentos e supostos tratamentos.

Com aparência e voz semelhantes às de profissionais reais, esses personagens podem transmitir uma falsa sensação de credibilidade. O risco é que usuários acreditem nas informações divulgadas e tomem decisões relacionadas à própria saúde sem acompanhamento de um profissional habilitado.

O conteúdo pode envolver desde explicações sobre sintomas até recomendações de medicamentos e tratamentos. Em alguns casos, a orientação apresentada pode contrariar uma avaliação médica ou levar o paciente a interromper um tratamento que já foi prescrito.

A preocupação aumenta porque a inteligência artificial permite produzir vídeos cada vez mais realistas. A tecnologia pode reproduzir rostos, vozes e falas, tornando mais difícil para o público identificar quando está diante de um profissional verdadeiro ou de um personagem criado digitalmente.

Outro problema é a velocidade com que esse tipo de conteúdo pode ser compartilhado. Uma publicação com aparência profissional pode alcançar milhares de pessoas antes que as informações sejam verificadas.

Especialistas alertam que informações sobre saúde exigem cuidado e não devem ser seguidas apenas porque foram apresentadas por alguém que aparenta ser médico nas redes sociais. Diagnósticos, indicação de medicamentos e definição de tratamentos dependem de avaliação individual e devem ser feitos por profissionais habilitados.

A orientação para os usuários é desconfiar de conteúdos que prometem curas rápidas, apresentam tratamentos como solução para diferentes doenças ou incentivam a substituição de medicamentos e acompanhamento médico por dicas encontradas na internet.

Também é importante verificar quem está por trás do conteúdo, se o profissional realmente existe, sua formação e registro profissional, além de buscar informações em fontes oficiais.

A inteligência artificial pode ser uma ferramenta útil em diferentes áreas, inclusive na saúde, mas o uso da tecnologia também cria novos desafios para o combate à desinformação. No caso dos chamados “falsos médicos”, o principal alerta é não confundir uma produção digital convincente com uma orientação médica segura.

Maria Pereira

Maria Pereira

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