Foto: Divulgação / Exército dos EUA
O Exército dos Estados Unidos utilizou praticamente todo o seu estoque de mísseis de precisão de longo alcance durante a guerra contra o Irã, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (04) pela agência Reuters. A revelação acende um alerta sobre a capacidade militar norte-americana para enfrentar novos conflitos de grande escala.
De acordo com a Reuters, a escassez atinge principalmente os mísseis ATACMS (Sistema de Mísseis Táticos do Exército) e os PrSM (Mísseis de Ataque de Precisão), armamentos de alta precisão usados para atingir alvos a grandes distâncias. Fontes ligadas aos dados militares dos EUA afirmaram que o Exército empregou "praticamente todo" o estoque disponível dessas armas na ofensiva contra o Irã.
A redução no arsenal ocorre no sexto mês da guerra, iniciada em fevereiro pelo presidente Donald Trump em conjunto com Israel. O conflito, que inicialmente era previsto para ser breve, se prolongou e aumentou a preocupação com a capacidade dos Estados Unidos de responder a eventuais confrontos com adversários como Rússia e China.
Os mísseis ATACMS ganharam destaque anteriormente na guerra da Ucrânia por permitirem ataques de longo alcance contra posições russas. Já o PrSM é considerado a nova geração desse tipo de armamento, com maior alcance e tecnologia mais avançada, sendo apontado como o substituto dos ATACMS.
Especialistas destacam que cada unidade desses mísseis custa mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhões) e leva tempo para ser produzida, o que dificulta a rápida reposição dos estoques.
Segundo uma fonte militar ouvida pela Reuters, apesar de o Exército norte-americano ter praticamente esgotado seus mísseis terrestres, outros estoques das Forças Armadas dos EUA em diferentes regiões do mundo já começaram a ser reabastecidos. A situação ocorre poucas semanas após também terem sido divulgados relatos de redução nos estoques de baterias do sistema de defesa aérea Patriot.
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