Foto: Arthur Menescal / Getty Imagens
O governo dos Estados Unidos avalia a possibilidade de aplicar novas sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, de acordo com informações divulgadas neste domingo (16) pelo jornal Financial Times. A publicação cita pessoas familiarizadas com as discussões.
Segundo o periódico, a eventual medida estaria relacionada à investigação aberta por Moraes para apurar a origem de uma reportagem envolvendo o ministro do STF Flávio Dino. Na semana passada, o magistrado autorizou mandados de busca e apreensão dentro da investigação.
Moraes já foi alvo de sanções impostas pelos Estados Unidos. Em julho de 2025, o governo norte-americano incluiu o ministro na lista de pessoas atingidas pela Lei Magnitsky, legislação utilizada para aplicar punições a estrangeiros acusados de envolvimento em graves violações de direitos humanos ou corrupção.
Na época, a medida foi associada à atuação de Moraes em processos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo o julgamento que terminou com sua condenação e prisão por tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022.
As sanções, porém, foram retiradas pelo governo dos Estados Unidos em dezembro de 2025.
Departamento de Estado comenta mudanças no X
Também neste domingo, Sarah B. Rodgers, subsecretária de Diplomacia Pública do Departamento de Estado norte-americano, publicou uma manifestação na rede social X sobre mudanças relacionadas ao funcionamento do algoritmo da plataforma durante as eleições brasileiras.
Na publicação, a representante do governo dos EUA afirmou que a transparência sobre o funcionamento dos algoritmos atende a uma demanda de órgãos reguladores, mas também classificou as mudanças como um sinal do que chamou de censura no Brasil.
A possível retomada das sanções contra Moraes ainda depende de uma decisão do governo norte-americano. As informações sobre a medida foram divulgadas pelo Financial Times com base em fontes não identificadas.
Comentários (0)
Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.
EntrarNão há comentários nesta matéria. Seja o primeiro a comentar!