Foto: Divulgação
Celebrado em 3 de agosto, o Dia do Capoeirista homenageia uma das maiores expressões da cultura brasileira. Reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, a capoeira reúne arte marcial, dança, música e história, além de desempenhar um importante papel na inclusão social e na valorização da identidade cultural.
Mais do que uma prática esportiva, a modalidade contribui para o desenvolvimento físico, mental e social dos praticantes. Para o professor de capoeira Lucas Bruno Araújo, da Escola Ilê Camaleão, a atividade oferece benefícios que vão além do condicionamento físico.
"A capoeira é uma cultura muito ampla que vai bem além da luta. Também é uma atividade física, lúdica, que traz autonomia, mais disposição e uma grande queima calórica. A musicalidade, a dança, a instrumentação e até o teatro fazem parte dessa cultura. É uma ferramenta extremamente desafiadora e acredito que quem pratica capoeira desenvolve habilidades para resolver problemas do dia a dia com mais facilidade."
Em Campo Grande, a capoeira tem conquistado espaço em escolas, academias e projetos sociais, mas ainda enfrenta desafios para alcançar um público maior. Segundo Lucas, o crescimento da modalidade é resultado da qualificação dos profissionais e da busca por novas metodologias de ensino.
"A capoeira está em constante crescimento na cidade. Vejo os profissionais buscando formação acadêmica e aperfeiçoando a metodologia para ensinar cada vez mais pessoas. Esse movimento ganhou força principalmente após a pandemia."
Apesar do avanço, o professor destaca que ainda existe falta de conhecimento sobre a prática e preconceitos que dificultam sua expansão.
"Um dos maiores desafios é a falta de conhecimento. Muitas pessoas ainda se surpreendem quando descobrem que existe capoeira na cidade. Além disso, o preconceito étnico-racial ainda é uma barreira que precisa ser superada."
Com aulas oferecidas em diferentes regiões da Capital, a capoeira segue como uma ferramenta de transformação social, promovendo saúde, disciplina, cultura e integração. A modalidade continua atraindo novos praticantes e reforçando seu papel como um dos principais símbolos da resistência e da diversidade cultural brasileira.
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