Comunidade nipo-brasileira preserva tradições e fortalece legado cultural em MS

Primeira mulher a presidir a Associação Esportiva e Cultural Nipo-Brasileira de Campo Grande destaca importância da imigração e dos projetos voltados à preservação da cultura japonesa

Comunidade nipo-brasileira preserva tradições e fortalece legado cultural em MS

Foto: Divulgação

Mato Grosso do Sul abriga a terceira maior comunidade nipo-brasileira do país, e a presença dos imigrantes japoneses faz parte da história e da identidade cultural do Estado. Em Campo Grande, onde a maioria dos primeiros imigrantes veio da província de Okinawa, tradições como a culinária, as danças típicas, o taikô, as artes marciais, os esportes e o karaokê permanecem vivas graças ao trabalho desenvolvido pela Associação Esportiva e Cultural Nipo-Brasileira.

Segundo a presidente da entidade, Maria Leny Adania, a herança deixada pelos imigrantes vai além das manifestações culturais. "Nosso Estado é considerado a terceira maior comunidade nikkei do Brasil. Os imigrantes trouxeram em sua bagagem muitos costumes próprios de sua cultura sem jamais perder a identidade dos valores adquiridos dos seus antepassados. A principal virtude transmitida foi que devemos seguir, em nossa atividade diária, princípios como o respeito às pessoas, principalmente aos idosos, pais e mestres", afirma.

Com 106 anos de história, a associação promove ao longo do ano uma série de eventos voltados à preservação da cultura japonesa e ao fortalecimento dos laços entre Brasil e Japão. Entre as atividades estão o Shinnenkai, que marca o início do ano; o Keirokai, em homenagem aos idosos; o Undokai, tradicional gincana esportiva; as celebrações do Dia da Imigração Japonesa; o Bon Odori, realizado em agosto e integrante da programação do aniversário de Campo Grande; e o Festival do Japão, considerado o maior evento da entidade, que reúne cerca de 50 mil visitantes e destaca a gastronomia, as manifestações culturais e o concurso Miss Nikkei. O calendário é encerrado com o Bonenkai, confraternização de fim de ano.

Maria Leny também entrou para a história da instituição ao se tornar a primeira mulher a assumir a presidência da associação. Para ela, a conquista representa um avanço na participação feminina em cargos de liderança. "Ser a primeira mulher representa, sem dúvida, uma mudança de cultura. Acredito que fortalece e impulsiona outras mulheres a participarem da representatividade dos diversos segmentos sociais", destaca.

Em seu segundo mandato à frente da entidade, a presidente afirma que o principal objetivo é investir na estrutura da associação para atender melhor os associados e a comunidade. "Nosso objetivo é melhorar cada dia mais as nossas instalações, realizando as obras necessárias, sempre visando o bem-estar dos associados", conclui.



Maria Pereira e Marina Gabriely

Maria Pereira e Marina Gabriely

Repórter e colaborador do portal.

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