Foto: Divulgação
Campo Grande registrou o maior volume de exportações para um primeiro semestre desde o início da série histórica, em 1997. Os dados, divulgados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), mostram que entre janeiro e junho deste ano a Capital exportou US$ 462,4 milhões, um crescimento de 40,2% em relação ao mesmo período de 2025.
Com o aumento das vendas ao mercado internacional, Campo Grande também alcançou o maior superávit da balança comercial para o período, totalizando US$ 252,2 milhões. O resultado representa a diferença positiva entre exportações e importações.
O principal responsável pelo desempenho foi o setor de proteínas animais, especialmente as carnes e miudezas comestíveis, que continuam liderando a pauta de produtos exportados pelo município.
As importações também cresceram. No primeiro semestre, somaram US$ 210,2 milhões, alta de 88,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Com isso, a corrente de comércio — que reúne exportações e importações — atingiu US$ 672,7 milhões.
Rota de Integração ganha destaque
Outro destaque do levantamento é o fortalecimento da Rota de Integração Latino-Americana (Rila). O corredor logístico movimentou aproximadamente US$ 183 milhões no primeiro semestre, respondendo por 27,2% de toda a corrente de comércio internacional de Campo Grande.
Segundo a Semades, a estrutura logística tem contribuído para ampliar o acesso das empresas locais aos mercados internacionais, reduzindo custos de transporte e fortalecendo a competitividade dos produtos sul-mato-grossenses.
China segue como principal mercado
A China permanece como o principal destino das exportações de Campo Grande. Apenas no mês de junho, as compras do país asiático cresceram 175,3% em relação ao mesmo período do ano passado, reforçando a importância do mercado chinês para a economia da Capital.
Os números confirmam o fortalecimento da inserção de Campo Grande no comércio exterior e refletem o crescimento das exportações, especialmente do agronegócio e da indústria de alimentos, setores que continuam impulsionando a economia do município.
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