Foto: Divulgação
A campanha de vacinação antirrábica de cães e gatos já está em andamento em Campo Grande. A ação, coordenada pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), pretende percorrer aproximadamente 300 mil imóveis da área urbana para ampliar a cobertura vacinal e proteger a população contra a raiva, uma doença grave e com alto índice de letalidade.
Segundo a médica veterinária e chefe do Serviço de Controle da Raiva e outras Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Maria Aparecida Conche Cunha, a estratégia de vacinação é realizada por meio de visitas domiciliares desde 2006, permitindo que as equipes levem a imunização diretamente às residências.
"São aproximadamente 300 mil imóveis a serem visitados para que o maior número possível de cães e gatos seja vacinado. Desde 2006, a campanha é realizada pelo sistema de visita casa a casa, facilitando o acesso da população à vacina", explica.
Caso os vacinadores não encontrem ninguém na residência, um comunicado é deixado no local informando a passagem da equipe. Nesses casos, o tutor pode levar o animal até o Centro de Controle de Zoonoses, que mantém a vacinação antirrábica disponível durante todo o ano.
"Quando o morador não está em casa no momento da visita, deixamos um aviso. Assim, o responsável pode levar o animal até o CCZ para que ele receba a vacina gratuitamente", orienta a veterinária.
Vírus continua circulando
Apesar de a doença estar controlada entre cães e gatos, o vírus da raiva continua circulando na natureza. Em 2026, o município já registrou 12 morcegos infectados, o que mantém o risco de transmissão para animais domésticos e, consequentemente, para seres humanos.
Segundo Maria Aparecida, cães e gatos não vacinados podem funcionar como elo entre os morcegos contaminados e a população.
"É importante lembrar que o vírus da raiva continua presente na cidade, especialmente nos morcegos. Neste ano já identificamos 12 animais positivos. Se um cão ou gato entrar em contato com um morcego infectado, pode contrair a doença e transmiti-la ao ser humano", alerta.
Por esse motivo, a vacinação anual continua sendo considerada a principal forma de prevenção.
"Os cães e gatos imunizados funcionam como uma barreira para impedir o avanço da doença. Eles ajudam a proteger não apenas os próprios animais, mas principalmente a população", destaca.
Vacinação gratuita
A campanha utiliza vacinas fornecidas pelo Ministério da Saúde e não tem custo para os tutores. A orientação é que todos os cães e gatos aptos à imunização sejam vacinados durante a passagem das equipes ou diretamente no CCZ.
"A vacina é distribuída gratuitamente pelo Ministério da Saúde. É um imunizante seguro, de qualidade, e representa uma das principais medidas para proteger os animais e evitar que a raiva chegue às pessoas", conclui Maria Aparecida Conche Cunha.
A campanha seguirá percorrendo os bairros de Campo Grande nos próximos meses até que toda a área urbana seja atendida. O objetivo é ampliar a cobertura vacinal e reduzir o risco de circulação do vírus no município.
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