Foto: Divulgação
A decisão do governo federal de elevar temporariamente de 30% para 32% a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina deve trazer impactos positivos para Mato Grosso do Sul, um dos principais produtores de biocombustíveis do país. A medida terá validade de seis meses e deve reduzir em cerca de 900 milhões de litros por ano a necessidade de importação de gasolina pelo Brasil.
O cenário é considerado favorável para o Estado, que ocupa a quarta posição no ranking nacional de produção de etanol e é o segundo maior produtor de etanol de milho. Mato Grosso do Sul conta atualmente com 22 usinas de bioenergia distribuídas em 42 municípios, setor responsável pela geração de aproximadamente 34 mil empregos diretos.
Além de fortalecer a cadeia produtiva do etanol, a mudança também pode trazer reflexos para o consumidor. Especialistas avaliam que a alteração na composição da gasolina deverá ser praticamente imperceptível para os motoristas, especialmente para quem utiliza veículos flex. A expectativa é de uma redução mínima na autonomia dos veículos, sem impacto significativo no uso diário.
Em relação ao preço dos combustíveis, a perspectiva é de uma leve redução ou, ao menos, de menor pressão sobre novos aumentos, embora o comportamento do mercado continue sendo um fator determinante.
A ampliação da mistura de etanol também reforça a estratégia de incentivo aos biocombustíveis, reduz a dependência brasileira da gasolina importada e consolida Mato Grosso do Sul como um dos principais polos nacionais na produção de energia renovável.
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