Foto: Divulgação
Um intenso ataque aéreo realizado pela Rússia contra Kiev, capital da Ucrânia, na madrugada desta quarta-feira (5), deixou ao menos 17 mortos e mais de 40 feridos, segundo autoridades ucranianas. O bombardeio também provocou a destruição de armazéns, centros logísticos e outras estruturas civis, aumentando a tensão em um conflito que já se estende por mais de quatro anos.
De acordo com o Ministério da Defesa da Ucrânia, as forças russas lançaram 28 mísseis balísticos e hipersônicos, além de 115 drones. As defesas aéreas conseguiram interceptar a maior parte dos drones, mas não conseguiram impedir o impacto dos mísseis, que, segundo o governo ucraniano, atingiram seus alvos devido à alta velocidade.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, condenou a ofensiva e afirmou que os ataques tiveram como alvo instalações civis. Entre os locais atingidos estariam uma cervejaria, depósitos de materiais de construção, centros logísticos e uma estação ferroviária. Equipes de resgate continuam trabalhando na remoção de escombros em busca de possíveis sobreviventes.
Após o ataque, Zelensky voltou a pedir apoio dos aliados internacionais para reforçar o sistema de defesa aérea do país, destacando que mais equipamentos capazes de interceptar mísseis balísticos poderiam evitar novas mortes.
Do outro lado, o Ministério da Defesa da Rússia informou que a operação teve como objetivo centros de logística utilizados para armazenar e distribuir componentes destinados à produção de drones militares ucranianos. Moscou também afirmou ter atingido três navios de carga no Mar Negro.
O bombardeio acontece em meio a uma nova escalada da guerra. Nos últimos dias, Ucrânia e Rússia intensificaram ataques dentro dos territórios um do outro. Nesta semana, um drone ucraniano abatido caiu sobre uma praia no Mar Negro, causando mortes na Rússia. Em resposta, Moscou ampliou as ofensivas, enquanto Kiev segue atacando refinarias, centros logísticos e outras estruturas consideradas estratégicas pelo governo russo.
Sem sinais de avanço nas negociações de paz, o conflito continua registrando ataques cada vez mais frequentes e de maior intensidade, mantendo elevado o número de vítimas e os impactos sobre a população civil.
Com informações G1
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